quarta-feira, 29 de julho de 2009

Bem-te-vi


Pintangus sulphuratus

O bem-te-vi é talvez o pássaro mais popular deste país. É conhecido em toda parte por seu canto, pelo anúnicio frequente de seu nome e por sua coloração amarela viva na barriga, garganta e alto da cabeça. Tem uma listra branca que circunda inteiramente a cabeça e seu bico é forte.
Pode ser encontrado em uma enorme variedade de habitats, como campos de cultura, cidade, pomares, orla de mates e em ambientes aquáticos, tais como margens de lagoas, córregos, e rios, onde tem aprendido a capturar peixes que são acrescentados a sua dieta de insetos, anfíbios, etc.
Constrói um ninho esférico, com entrada lateral na parte superior, na forquilha de um galho, sendo bem cuidado e feito de diversos vegetais secos. A postura consta, em geral, de quatro ovos brancos e alongados. É social e vive em pequenos grupos. O barulhento bem –te-vi é comum em todas as regiões brasileiras.
Suas caracteristicas corpóreas: (22,5 cm ; 54 a 60 gramas )
Obs:. São encontradas outras espécies de bem-te-vi, como por exemplo: Bem-te-vi vizinho ( Myiizetes similis ) difere-se do bem-te-vi, em relação ao seu tamanho, com cerca de 17,5 cm ; 28 gramas.
E o bem-te-vi de bico chato (Megarhynchus pitangua ) conhecido vulgarmente como nei-nei, é bem parecido com o famoso bem-te-vi, porém apresenta bico extremamente largo e chato, e canto diferente. Sua área de ocorrência vai do México até o Rio Grande do Sul.

terça-feira, 28 de julho de 2009

TIÉ-SANGUE (Ramphocelus bresilius)

Características – uma das mais espetaculares aves do mundo. De porte mediano, mede 19 cm de comprimento e pesa 31 g (macho). A soberba plumagem rubro-negra do macho só é adquirida no segundo ano de vida. Distintivo importante do gênero, e que ocorre exclusivamente no sexo masculino, é a calosidade branca reluzente da base da mandíbula. O vermelho intenso desta ave é proporcionado por pigmentos vermelhos (astaxantina) comuns em crustáceos e em outros invertebrados. Porém, são raros em aves. Tal coloração somente aparece nos machos adultos, sendo as fêmeas pardacentas e desprovidas de maiores atrativos. Apresenta postura soberana, alerta. O macho possui coloração vermelha-viva e brilhante, com a cauda e as asas negras. O bico é forte, enegrecido e a calosidade branca na mandíbula. Os olhos são vermelhos.

Habitat – floresta virgem, secundária, capoeira baixa, restinga, plantações e pomares.
Ocorrência – da Paraíba ao Rio Grande do Sul, incluindo leste de Minas Gerais.
Hábitos – é bom voador, preferindo viver entre a vegetação cerrada dos alagadiços, margens dos rios e lagos cobertos de vegetação arbórea, sempre em grupo de 5 a 8 indivíduos, sendo 1 ou 2 machos adultos e o restante fêmeas. Quando canta eriça as penas da cabeça e do pescoço.
Alimentação – substâncias vegetais, frutas carnudas, frutinhas secas, botões, néctar, folhas, insetos e outros artrópodes. Apreciam por demais as frutas da embaúba (Cecropia sp.) e da aroeira (Schinus terebinthifolius).
Reprodução – primavera-verão. Constrói o seu ninho em vegetação densa, tendo o cuidado de camuflar as partes externas com vegetais frescos. Usa para isso fibras vegetais secas, principalmente folhas de gramíneas. Na construção, somente a fêmea trabalha. O ninho é instalado a 1,5 ou 3 m do solo. Põe de 3 a 4 ovos verdes-azulados pintados de preto, medindo 24 x 10 mm em seus eixos e pesando 3,8 g cada um. É também a fêmea que sozinha choca os ovos por 12 ou 14 dias. Os filhotes possuem o interior da boca vermelho, sendo alimentados por ambos os pais ou por outros pássaros aparentados. Os filhotes deixam o ninho após 18 dias de vida e continuam sendo tratados pelos pais, passando a viver no mesmo bando.
Ameaças – caça, tráfico de animais silvestres, destruição do habitat e agrotóxicos

tiê


Araçari-Banana - Baillonius bailloni

O Araçari-Banana é uma espécie de tucano facilmente reconhecido por seu enorme bico, espécie nativa da Mata Atlântica, foi introduzida em outras regiões e atualmente pode ser encontrado em vários lugares do litoral da América do Sul desde o nordeste do Brasil até á Argentina.
Seu tamanho é mediano, com cerca de 36 cm de comprimento, as fêmeas e os machos são bem parecidos, exceto pelo diferença no comprimento do bico, que na fêmea é quase um terço menor do que no macho, os dois tem uma coloração amarelo inconfundível.

Tem hábitos diurnos, vive em regiões de Mata Atlântica montanhosas, em zonas de floresta úmida, preferindo principalmente camadas médias e altas da vegetação, voa em bandos de sete a dez indivíduos, é social e bastante gregária, move-se através da selva em busca de alimento, que consiste de: frutos, insetos e eventualmente comem ovos e filhotes de outras aves, possuem um voar rápido e veloz a curtas distâncias, mas evitam vôos muito longos.

Fazem seus ninhos em buracos de árvores e cupinzeiros, eventualmente aproveitam o ninho já feito anteriormente por outras aves como o pica-pau, onde põe de dois a quatro pequenos ovos. Quando estão com ovos ou filhotes são super cautelosos, o que dificulta a descoberta do ninho.

Estão cada vez mais raros de se encontrar por causa da coleta, tráfico de animais silvestres e a destruição de seu habitat natural.

Foto feita em julho de 2009 no Parque Nacional do Itatiaia, Rio de Janeiro